segunda-feira, 26 de setembro de 2016

TRETANDO COM A SOLIDÃO

Só sei viver no intensamente, dividir sempre, um sanduíche, a última cerveja, ou um pedaço de pão. Por inteiro, ofereço meu coração. As vezes confuso e machucado, mas nunca distante, daquele que nele faz morada constante. Não gosto de ver o "sofrer" e sempre acho que posso fazer, nem sempre consigo, mas nunca desisto.
Não sou palhaço, mas sei saber se-lo, não por profunda felicidade, as vezes por dor ou, intuição e saudade... Muita, do que poderia ter sido. Não sou, não tenho, apenas existo.
Maluca? De pedra, e quem terá a coragem de atirar alguma? Estamos todos nesse "manicômio", somos todos, em estado e suma.
Não me escondo nem desapareço, mas pago um alto preço por ser quem sou. Sou devedora por disseminar amor. E se devo, não nego e sempre pagarei guando puder, estou aberta ao que der, a quem vier e interessar possa, nada será coisa só minha, tudo serão, a partir de então, coisas nossas.
Defeitos muitos tenho, medo do medo medonho, colecionadora de sonhos, solicitude em demasia, resignação, não sei ouvir e morro um pouco em dizer não.
Exagerada, a "Negra drama", fazer piada do que machucou, fazer piada pra esconder a dor.
Eis o que sou! Eis o que estou!
E apesar e além, e "sobre tudo", tenho por companheira a solidão é por ela que mais choro ( e olha que o choro é livre), e é ela a me rondar, com seu beijo de Judas, me faz querer gritar: ajuda!
De certa forma me faz companhia, que ironia, e danço com ela meu pas de deux, estou a sua mercê. Por ser inevitável um dia, quem sabe a aceitação. Por mais que se seja Dona da Treta, ainda não sei "tretar" com a solidão.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

E O PALHAÇO O QUE É?

Sempre almejei a magia do amor correspondido, Fantasie rostos, personalidades, paixões arrebatadoras, ou encontro de almas. O que sempre me atraiu em alguém? Ah o irreverente, o inusitado, aquela pessoa que espirituosamente me salvaria em gargalhadas, nada disso existiu é fato. Frase da vida: "vou namorar um palhaço". Como faço? Mas palhaços possuem um que de tristeza. É rir de si mesmo, sei porque estou descobrindo quem é a Dona Treta agora. O gato bebe leite, o rato come queijo.... Acho que sou palhaço, o que faço?.
Não sei se conseguirei passar por cima dos meus pavores, e desengavetar tantos sonhos, tontos sonhos, alguns, tão perto agora, quebrando o que chamava de maldições. Mas, por vezes tão distante das minhas antigas idealizações.
Me distanciei demais, daqueles que ficaram "embolorando na gaveta do quem sabe um dia". Hoje tenho como meta, uma profissão linda, dolorosa, que me desafia. Ela não é mais um alienígena, que despencou sem para quedas no meu colo. Tampouco é aquela delícia gostosa, ela por vezes me embala e me deu sentido a vida .Mas não é como um dia sonhei, colorida. Ela faz com que algo eu faça, ela me desafia a matar todos os dias, meus monstros internos, é meu céu, é meu inferno.
E tão distante de tudo o que achei que fosse ser, pudesse ter, fazer, acontecer. Não sei se me rebelo, não sei se espero, não sei muito o que fazer. Está sendo feito, e a despeito, não me desfaço. Só questiono: estou feliz com esse abraço? E agora? Que de verdade encontrei meu palhaço, não um mas, dois, minha Treta, um outro que por vezes não sei quem é. "E agora José"? "Hoje tem gargalhada"? 
"Tem não senhor"! "E o palhaço o que é"? 
Mais uma vez a deriva, e sem uma piada sequer. Quero levar a vida a sério, mas sem austeridade, por favor, e preciso daquela leveza necessária para fazer as coisas serem minhas, para me fazer explícita, para ser protagonista, ao menos da minha própria dor, amar, amor. Preciso daquela gargalhada, ainda que ame e me sinta amada, preciso dela para guardar na memória, quando a vida me deixar triste, preciso me acabar em chiste, senão perco o tesão da existência, não quero preencher, quero transbordar, não quero me conformar, quero ser e estar. A Treta não espera, caí, sempre, tropeça, levanta e segue na correnteza da incerteza, mas jamais escondida, nunca séria, sempre descabelada, por vezes assustada, mas ela, ela se acaba em gargalhada.
É possível assim, sentir saudades de mim? Daquilo que nunca foi, do que poderia ter sido. É Possível sentir falta daquilo que não foi vivido? 
E o palhaço o que é?

domingo, 7 de agosto de 2016

"I figured out, I Love you"

É dialético e paradoxal. é estar em dois estados ao mesmo tempo, o geográfico e o de alma, é enxergar sem ver, é o ser ou não ser mais nunca foi uma questão, um não dizendo sim, um sim dizendo não, é nunca tomar uma decisão. Um misturar zodiacal, nadar entre univitelinos, e é divino.
É o temor da perda, da egressão, em vias de desespero, é a total incompreensão, pois não faz sentido, por que dói tanto ter de deixar de ser. E ser o que? Acho que nunca será compreendido.
Como ou quando imaginaria, andei por tantos caminhos, já me arrolei em tantas vivências, já perdi as contas dessas experiências. Dos capotes que levei, e de quantas vezes me levantei, envergonhada, toda lesionada, limpando a sujeira da ferida, ganhando mais uma cicatriz, a tatuar o que é incessante, é vida que segue, é ir adiante. O alçar sobre-humano, extenuada, me impressiono, pois quando tenho a certeza de que não vou aguentar mais nada, me arrimo mesmo sabendo que serei derrotada.
E no meio desse caminho, insano e tortuoso, algo no universo me proporciona um encontro, que me faz quebrar paradigmas, que desmorona as minhas defesas, que traz o que de pior e melhor habita em mim. Alguém que é meu inversamente proporcional, que é tão bom e tão ruim, meu bem, meu mal e as vezes tão igual que até assusta.
Ele é minha desventura, minha loucura, meu deleite e minha maldição. Pois eis que ela se concretiza, e a treta preenche mais um coração, que absurdo. Lógico, olhando pela janelinha, praticamente sem batimentos cardíacos, feliz e infeliz ao mesmo tempo. Inverosímel, minha anuência é realmente coisa de outro mundo.
E gostaria de ir para lá agora, sair desse planeta de onde caí sem para quedas, em  terras estranhas, com o peito aberto e o coração partido, colecionando destroços, tentando colar pedacinhos de sonhos. Mas me salvaguardando dizendo que: enquanto alguém for feliz, e se tiver ao menos um toque dessa ferramenta extraterrestre, conhecida por minha força propulsora de realizar desejos, sou um cadico de felicidade, e por isso não preciso mais ter medo. E por isso, não importa o que almejo.
Ele me ensinou que sou mais forte do que imaginava, que meu egoismo perde para a generosidade, que minha tristeza não vence minha resiliência, Que talvez nessa vida, minha missão será cumprida, ainda que as custas da minha própria dor. Porque ele me mostrou que muito além de ser Dona Treta, eu sou muito, muito mais amor.


sábado, 6 de agosto de 2016

Quem Escolheu? Ah! Eh! Fui Eu!

Abri a página do blog que me pertence, porque um dia resolvi que ele existiria, e juro, tenho tanto a declarar que as vezes me calo. Quero a Treta com sua veia cômica, com sua esperança idiota da vida, quero ela com esse texto quase sempre infantilizado, mas fiel ao que nos conecta, nos identifica. A vida treta com a Treta e a Treta treta com a vida. A dela e a de quem ousar possa. Mas a Dona da dona esqueceu dessa aposta, não se lembrava mais que ela surgiu do desprendimento, da não edição, do erro, do medo de ser julgada. E se for, "nem da nada", porque ela aceita, faz a cama e deita, porque ela é a Dona Treta.
Hoje tive dois bons reencontros, um amigo, uma antiga paixão, um texto antigo e uma declaração.
A me lembrar que somos mutantes, em eterna transformação. Deixamos algo no caminho, almejamos tanto o que está afronte. Mas, ah! Como é bom parar, no meio desse olhar para o que ficou perdido, pensar no que poderia ter sido, nos perceber no aqui e agora, fruto das escolhas que fiz outrora. E ao amanhã cabe ser decidido, sou eu sempre meu maior inimigo.
Então vou postar um trecho da minha mais bela declaração de amor, não mais recuperarei tanta paixão esse furor, essa energia, essa oração de dor, é o que acho não posso prever, aquele que sabe um dia... sabe todo o alvorecer...

"É realmente como um anjo. É muito mais do que isso. É muito mais do que um apelido que se moldou  à perfeição ao seu dono. Não só a alusão da aparência... Não. É muito mais forte do que tudo isso, é como se o nome tivesse sido tatuado no seu sangue e se misturado ao ser e de ser passou a estar. Celestial, como o azul desses olhos de amargura, mas de infinita coisas belas. E que de tão belas passam a ser raras e por serem raras viram objeto de desejo. De querer... Der muito bem querer... (...)".

Não posso mais do que esse trecho, foi escrito com nome e endereço, respeito. Mas me fez lembrar que hoje sou o que fui ontem e nunca mais serei, porque nada para quieto e tudo nessa torrente se transforma. Só me surpreendi ao perceber tal mutação, porque é sempre uma escolha, a acenar que sim e um dizer que não. Eu me transformei, a Treta tomou conta. Foi minha decisão. Essa declaração, será sempre a mais perfeita. não só porque é linda, não sou modesta, mas porque não sou mais essa, quem um dia a escreveu. Muito mudou, não sou mais "eu." Quem escolheu?? Ah! Eh! Fui Eu!

sábado, 4 de junho de 2016

Quarenta Fatos Aleatórios Sobre Mim: Por Lucas Batata Costa.


Desafiaram-me a dar 40 fatos aleatórios sobre mim:
1. Eu odeio barulho de escapamento de moto. Puta que me pariu.
2. Já virei litrão na mangueira. Com sucesso.
3. Apesar de parecer, eu não sou gay.
4. Toco violão, baixo, guitarra, escaleta e pretendo aprender violino.
5. Todos os instrumentos que toco, aprendi sozinho.
6. Tenho 3 irmãos, sendo eu o único de pai e mãe, 2 por parte de pai e 1 por parte de mãe.
7. Morei 5 anos em Lisboa, Portugal.
8. Peguei o sotaque português do "R" e sou zoado todos os dias por isso.
9. Sou pessimista, pois penso que se algo der errado, já estarei conformado e se algo der certo, é lucro.
10. Sou ateu, extremamente cético. Mas relaxa que não sou um ignorante com a crença dos outros.
11. Já briguei de soco em um shopping.
12. Amo colecionar coisas, como garrafas de cerveja e derrotas.
13. Minha bebida favorita é whisky.
14. Até tomo, mas não gosto de Brahma, Skol, Itaipava, etc. Sou bem fresco quanto a gosto.
15. Tenho minha irmã como se fosse uma filha, de tanto amor.
16. Sou chato. Chatíssimo, autenticado em cartório.
17. Não gosto de abrir mão das coisas, por isso sou MUITO indeciso.
18. Amo músicas antigas, baladinhas 50', boleros, rapaz !
19. Já tive banda e sinto saudades disso até hoje.
20. Sou muito mal resolvido em relacionamentos.
21. Não sei andar de bicicleta.
22. Meu maior relacionamento foi de 1 ano e 3 meses.
23.Normalmente, durmo somente 3h por dia.
24. Sou muito vazio, um som melódico, arrepio e choro me compõem.
25. Minhas bandas preferidas são Green Day, Arctic Monkeys, Misfits e, pasmem, Lana del Rey.
26. Já abri mão de um relacionamento maravilhoso por causa de um vestibular.
27. Tenho um medo muito peculiar que é de patos ou gansos me olharem. Cara, aquilo assusta.
28. Sou exigente demais, em alguns momentos, mais do que deveria.
29. Sou muito inconstante e reconheço que as pessoas não são obrigadas a lidar com isso.
30. Eu tenho dermatite atópica.
31. Não sou fumante e odeio cheiro de cigarro.
32. Acho que o impeachment é golpe.
33. Tenho inglês avançado, e nunca fiz curso.
34. Já cheguei a pesar mais de 90kg.
35. Sou vegetariano. Não, não sou um ruminante e não como capim.
36. Sou muito carente.
37. Chocolate branco, pra mi, é melhor que o preto.
38. Pão, queijo, alface, tomate e maionese compõem o melhor lanche das galáxias.
39. Amo videogame, não fico sem meu FIFA e meu COD.
40. Sem barba pareço um virgem de 15 anos comedor de cheetos.


Lucas Batata Costa


Lucas Batata Costa

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Somos Todos contra 30! Somos o "Início, o fim e o meio"! Sim eu Ainda Creio!

Hoje a Treta acordou doente, com a certeza de que a febre (sem nenhum outro sintoma), e hoje a amígdala inflamada que, ui! "Mereceu" aquela benzetacil "delicinha", foi a somatória de dessabores e decepções sofridas e passadas. Cabe aí traçar um paralelo com a frase: "ela mereceu", que com tristeza li por aí hoje. Somos então merecedores da dor? Da mesma maneira como merecemos ser tratados com maldade, crueldade e covardia? Minha febre foi fruto de uma somatória de indignação, frustração e pesar, em que meu corpo reagiu ao que minha mente não conseguiu elaborar e processar, só por acreditar que esse mundo possa ter se transformado na Terra do EU! O mundo adoeceu?
 Estou de repente a perceber como as pessoas estão preocupadas no ser e no ter, esquecidas do estar, estar presente, estar disponível a olhar e enxergar o outro. 
Hoje, após voltar do hospital, ainda com essa sensação de amargura na alma e estilhaçamento no coração, me deparo com a barbárie da notícia do estupro coletivo sofrido por uma criança, sim, menor de idade... Um ser um humano desconstruído em pleno processo de construção. 
Que tristeza, que lamento, que coisa estranha, que dor tamanha...
E hoje cada vez mais, tenho a completude de perceber que jovens adultos se negam a amadurecer. Senti pena deles ontem... Hoje sinto nojo desses 30 monstros, capazes de cometer tamanha atrocidade. 
É dor no ontem, no agora e no amanhã...
Falo como mulher, como filha, como "mãe" postiça de tantos, como sofri...
Aplaudo, defendo e faço parte do movimento feminista atual, mas hoje, preciso falar não só de nós mulheres, abandonadas, sofridas e merecedoras de seu empoderamento (estarei sempre ao lado de todas as lutas e comemorando cada vitória nossa).
Quero pedir agora a todos e a cada um: olhem para o lado, peço que olhem para o ser humano que estuda com você, aquele ou aquela do trabalho, sua família, seus relacionamentos amorosos ou de afeto e amizade. Se pergunte, apenas por um momento, se existe "vida nesse coração", que estabelece com você relações de troca, ela realmente existe, a troca? Se questione se há algo que você possa fazer por ele ou ela e pense em ajudar, em cuidar, e em proteger.
Olhem, como quem tira uma venda dos olhos e se surpreendam!  
Reflete-se para mim com nitidez um espelho de algo distorcido, onde o ser humano perdeu sua capacidade de "amar o próximo", ele só ama a si mesmo.
"Perdoai-me Pai", mas não há como perdoar agora, há que se falar, há que nos abraçarmos, (como vejo muitas de nós fazermos nesse momento de dor), pelo fim da cultura do estupro, pelo fim da disseminação do EU, somente EU, pelo fim da FALTA de reciprocidade, de cuidado, de afeto, de empatia, de amizade, de respeito e  de amor.
 "Olha como está, sangrando, olha onde o trem passou".
Sim, foi o que disseram os monstros, os bichos, os desumanos. Que estupraram essa menina, que transformaram o resto, do muito dos seus dias, que invadiram seu corpo, sua mente, suas crenças, sua identidade... Por maldade. Por maldade! Por maldade!
 Portanto, faço coro com todas e todos que hoje sangram como ela sangrou: Vamos nos unir e berrar como ela berrou, chorar como ela chorou, sentir raiva como ela sentiu. Só não vamos sentir medo! Agora é hora da luta, da indignação, do luto, do pesar e da dor.
 Mas todos, todos os outros dias de nossas vidas, que seja da proliferação do bem, que seja da disseminação do Amor... 

domingo, 8 de maio de 2016

As Tretas estão Soltas... Protejam-se!!!

As tretas estão soltas, protejam-se, não bebam, e se beber não tecle, aliás não tecle, melhor, mesmo são. Qualquer coisa vai fazer você sentir que foi por sua causa, que todo mundo te despreza, que ta tomando toco, que você é responsável pela terceira guerra mundial, "desaquenda" e vai tomar tequila, ou seja, beba. Mas cuidado, tequila da fogueteirices, beba com moderação.Ou então se esconda em casa, e de si próprio, com as tretas as soltas tudo pode acontecer e você meu amigo, vai ser o responsável pela treta que praticas. Peloamordetodosossantos, não se envolva emocionalmente nessa fase, esqueça, espaireça, vá correr, vá pescar, vá dançar ou tocar ou sei lá, mas sublime, vai ser muita treta qualquer envolvimento nessa fase treta. Porque você vai fazer tretices, e vai se arrepender depois.
Portanto, esqueça se já tava de rolinho, e se estiver em um relacionamento sério, vá viajar por uns dias, fique doente, mas se afaste, as tretas vão rolar no amor. E no amor, "mon amour" as tretas são trevas.
No mais se divirta, a treta gosta da farra, dos roles insanos, dos amigos, de ser feliz. Mas cuidado, a mesma treta que te afaga é a que te faz chorar no outro dia. Esqueça esse whats app peloamordedeus. A treta adora pregar peças nessas fases, ela vai te pregar uma peça nas mensagens e você vai ficar na bad.
Cuidado com: chão escorregadio, celulares, documentos, ruas esburacadas, piscinas vazias. Sim, a treta adora colocar o pezinho pra te ver rolar na chon! Ou fazer você quebrar um objeto, o pé,perder o celular, esquecer a carteira, perder um documento, a dignidade...
Pode ser que, seguindo todos esses conselhos você sobreviva a convenção das tretas e vai, fato, sentir um pouco a falta delas. Afinal, as tretices nos fazem ter histórias pra contar. E é cada uma...